segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Quero libertar-me!...

Queria poder libertar-me de todos estes tiques e físicalidades que possuem o meu corpo e não me deixam encontrá-lo!...
Impedem-me de o sentir genuíno e uno no que expressa...Impedem-me de o olhar como se da primeira vez se trata-se, antes de o ver mexer...Impedem-me de sentir o verdadeiro corpo que tenta libertar-se cá de dentro, mas que pelas técnicas, se obrigou a diminuir a uma memória distante...
Os gestos memorizados entranham-se em mim como se fossem os meus, mas jamais voltaram a ter o sentido que existia quando os adoptei para mim, pois já por tantas vezes se viram repetidos neste corpo que é o meu e em tantos outros que de meus nada têm...Todos estes gestos e formas tantas mil vezes repetidos, já nem parecem representar verdade alguma e limitando-se apenas a ser visto sem nada ter para dar...mas são o que me resta para me expressar, são eles os únicos que ainda a brotam de mim sem esforço!...
Quem me dera a mim ser natura interiorizada e poder deslizar para um corpo que não consigo encontrar em mim, porque se esconde por de trás das capas com que o cobri, para lhe esconder a fragilidade de ser só ele...mas só nele é que vou poder encontrar-me, encontrando as minhas linguagens e a minha liberdade de expressão, quebrando as barreiras da linguagem sem palavras, a do corpo. Criando uma que fosse, por ter sido sempre, minha, nascida de mim para mim e para me poder voltar para o mundo.
Quero libertar-me para dentro de mim para disparar para fora!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A Certeza da Incerteza

A interiorização à alma e a (de)cadência do pensamento ofuscam-nos a vida.

Prendem-nos e nos dispersão....Dão-nos as certezas e seguidamente as roubam com o requinte de malvadez que se tira um doce a uma criancinha....Perde-mo-nos nas certezas dos espaços das incertezas. Indicamo-nos um sentido que depressa se desorienta, no que já não parece mais estar certo...Tudo num segundo,num instante, num ápice que foram décadas de pensamento...E tudo volta ao nada que parecia certo em absoluto e tudo volta ao questionamento de tudo, ao principio de uma nova escada da espiral...

Ficamos suspensos no Universo entre átomos e Platões...Caímos no vazio da incerteza, onde nada é certo e como tal, nada é errado também. Não conseguimos sair do lugar e suspende-mo-nos submersos na queda de um abismo colossal que não tem fim, onde outras vidas passam por nós num turbilhão que não conseguimos acompanhar, porque, talvez também, não as queiramos seguir. Falta-nos a força e a vontade, não sabemos onde queremos chegar, pois não conseguimos vislumbrar aquilo que está tão longe e tão fundo; nem a nossa bússola sabe apontar direcções porque não consegue parar de girar para todas as hipóteses que nos surgem.

O primeiro passo pesa-nos porque depois dele não conseguimos mais voltar atrás, pois é ele o princípio de um novo caminho que desconhecemos em que deixamos de ser o mesmo consoante a direcção que esse apontar...

domingo, 14 de dezembro de 2008

... Dou por mim perdida entre as horas e os minutos que me escapam...por entre tarefas inúteis que me distraem da minha existência... Não consigo reconhecer a minha essência e tenho dificuldades em abraçar o que me quero destinar. Acabo sempre por perder-me em desvios, porque sempre me distraio do que estou à procura... Não sei...não sei o que quero,não sei o que procuro, não sei onde me encontrar, nem o que sou... Só sei que quero mais! Quero sentir-me inteira e completa, quero sentir-me parte deste esquema universal onde encarcerada mente nos inserimos!... Perco-me em amores que nunca foram os meus e esbato-me de cada vez por entre as cores que sonhei...mas que nunca cheguei a ver... Percebo então, que talvez estes amores que sinto por dispersos alguém não sejam a minha paixão eterna, mas apenas a ilusão do meu amor pelos Homens!...Então amo cada pedacinho da sua magia, encontrado em vários pedaços que constituem o que amo neles...num sorriso, numa criação, numa palavra, num gesto, numa cor... E todo esse amor, apareçe tão facilmente, talvez para compensar o ódio que sinto pelos Homens, que não consigo deixar de sentir, porque não consigo deixar de ver, nem de ouvir, nem tão pouco consigo isolar-me!Compenso o meu ódio amando a muitos e não amando a nenhum, porque nenhum me escolheu para si! Porque preferem adorar-me de longe por ser quem sou...ou odiar-me de perto por ser quem não fui... Assim me perco daquilo que há em mim e me esqueço do que me prometo ser e dou por mim perdida...

domingo, 30 de novembro de 2008

Cada vez mais...

Cada vez mais os meus prazeres são menores
E cada vez maior o prazer neles
Sinto-os mais intensos
porque sendo pequenos
se tornam maiores
E os prazeres grandes, sendo grandes
os sinto menores
Quero-os a sós
Quero-os simples e sem nós
Quero-os pequenos e sem contras
só com prós
Quero-os meus
Quero senti-los aos aos bocadinhos
Como se fossem os teus

Quem serei...de tão só

Quem serei de ser
de tão só que sou
de tão só que me faço
e me solididfico
e me desfaço
e só me fico
Sem ninguém que só me queira
que só me deite e me enlaçe
Mas só me afirmo e me confirmo
e me trespasso para que, para além de mim fique.
A voar... e deixar estar, deixando andar
de tão só que estou
Como tão só te quero
Na minha solidão de desejo
E só te espero
Esperando um beijo
Porque não te tendo te desejo
desejando querer ter
saindo por aí fora a percorrer,
correndo para um encontro
um suspiro, um respirar
envolvido num abraçar
sem braços para me afogar
desgastando-me para me deixar

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Junkie I (escrita livre, pensamentos encadeados, diarreia cerebral ou o que preferirem chamar-lhe*)

Pensei... Já que estou com que estou com uma diarreia cerebral insuportável, vou chamar ao conjunto de palavras e balbuciares que se seguem de "Junkie". Sim, porque assim já se podem tornar dignos de serem lidos ou escritos! Sim, porque vivemos numa sociedade de títulos, de subjectivos, de adjectivos, de objectivos, de arguidos, de comprimidos, de contraceptivos e de muitos outros "títulos" acabados em "os". O que me leva a pensar se não viveremos, ainda, numa sociedade demasiadamente voltada para a figura/sexo masculino?! Feminista?Não! Em busca do equilíbrio?Sim! Sim,por esta altura já percebemos que o meu título era mais do que adequado para aquilo que se apresenta. É verdade, esta coisa do autor falar com o público é moda, mas na verdade sempre me cativou. Afinal todos gostamos, volta e meia, de falar com o nosso amigo secreto e deste modo satisfaz-se duas partes com um só objecto!O que não deixa de ser uma matemática acrobática! A beleza dos números transmite-se sempre nas formas e é curioso como essa magia tão real sé ao mesmo tempo tão enfadonha e abstracta! Ultimamente ando fascinada com os pontos de exclamação!Parece ser uma tal de vontade de me afirmar!É o que se diz por aí!Mas que pode muito bem, também ser uma descarga de energia acumulada que muitas mulheres teriam o dom de transformar num ataque de histeria!(até eu nos meus dias menos felizes...) Fuck!Denunciei-me!Quer dizer já me tinha denunciado, mas só agora é que me incomodou. Sim, sou uma mulher!Acho que posso dizê-lo e com gosto!E pelos vistos esta cena da afirmação está-me a atingir também, quanto ao facto de assumir a fêmea que há em mim!(no bom sentido,claro) Sim, é preciso que se diga, por vezes assumi-lo não é nada fácil!Dado que a nossa querida comunidade do sexo feminino tem manias que não lembram ao diabo!(isto para não quebrar a velha tradição, da versão católica, que "a mulher é o Belzebu"!E que alcunha giríssima, diga-se de passagem!) Voltando atrás e para os mais distraídos, espero que tenham reparem no facto de eu me ter referido ao sexo feminino,as mulheres, no masculino e isto porque a minha amada língua portuguesa não me permite deixar de fazê-lo!Esta é boa! Mas se o que disse anteriormente foi um disparate, aceito sugestões, para que se reparem os danos causados aos mais "felizes" de nós que têm o prazer de conseguir ver a milhas a quantidade de disparates que acabo de escrever! ... "Chegámos ao fim da canção e paro um pouco p'ra dormir" *nunca fui muito boa a definir "coisas" numa só palavra ou em conjuntos inferiores a dois...

Encontra-me!

Procura-te primeiro! Encontra-me depois!
Encontra-te primeiro! Procura-me depois!
Mantém-me a teu lado, mas sem me desejares!
Pois não vou ser para ti, enquanto não te encontrares!
...
Que sejas tu, mas sem desejos e sem mais nada para além de ti!
E sem mais nada para além da tua essência e sem mais nada para além de mim!
Acalma a tua matéria!
Descobre a minha essência!
Não me desejes se não me queres só tua!
Não te dês a mim se não podes ser só teu!
Explora-me do outro lado
Para me voltares a encontrar do mesmo,
Do lado em que me descobriste, um dia
... E deixa-me sentir-te…Só! Assim!

À Procura

Andas sempre sôfrega e constantemente à procura do amor!
Mas na verdade não é Ele que procuras...
Não é nele que vais encontrar a vida, a tua vida!
Não é nele que vais encontrar a esperança, a tua esperança!
Não é nele que vais encontrar a vontade, a tua vontade!
Pára!
É assim que queres viver?
Sempre em alto mar, chocalhada pelas ondas,a avistar uma ilha onde nunca vais chegar, a nado(a)?
Apeia-te no barco e põe-te a andar!Liga o motor e cavalga nas ondas!
Que estupidez é essa de remar contra a maré!
Isso já não se usa miúda!
Põe-te a andar!Beat it!Fuck of!Chill out!Could down!Mas não adormeças,por favor!
Já estamos fartos de pessoas dormentes com cabeçinhas a arder!
Acciona!Reacciona!Propulsiona!
Faz vibrar os átomos até acontecer o teu Boom universal!
Estoira com o teu universo para o apaziguar em sistemas solares biológicos que sabem automática e intrinsecamente alimentar-se do exterior e viver dominando sobre ele(dentro dele).

O amor Cansa-me!

O amor Cansa-me!
E cansa-me tanto que me tira o fôlego! E também me aborrece! Aborrece-me porque por mais que corra, não consigo fugir dele! Nem mesmo quando há quem não mereça merecê-lo E isso Cansa-me! Destrói-me às partes, destrói-me o todo! E transforma-me num bichinho insuportável! Ou porque o tenho ou porque o perco E Canso-me! Canso-me porque sonho e porque o sonho se destrói! E cansada de mim fico, porque me destruí! Porque me fizeram parar o sonho?! Não me Cansem! Não me abram para me tocarem na ferida! Não me toquem! Afastem-se! Afastem-se e não cheguem muito perto, se não eu engulo-vos e apanho uma congestão! Destruí-me e Cansei-me, pelo amor, uma vez mais...

Spum, pum!

Sump,pum!Spum,pum! Statintchapum!Stchapum! Tchapumpum!Pum! Bate,Bate!Bate forte!Bate,Bate! Leve Bate!Bate,Bate! E se Bate,quanto Bate!E não pára!E Bate!E Bate! E sente!E Bate! E ignora!E Bate! E contente!E Bate! E triste!E continua a Bater! E se Bate!Aí,se Bate! E adoro quando Bate! E adoro quando sinto e quando corre e quando galopa e quando salta e quando Bate! Bate,Bate! E Suspende!...E Bate! E fica! E Suspende!E quase pára,mas não pára porque não pode parár! E se parásse?! E se sentissemos esse morrer numa fracção?! E se depois ressucistávamos que fantástico?! E se Bate!E se Bate! E Alucinante e Terrível! E Marivilhoso e Excruciante! E Bate!E Bate! E Spum,pum! E stchapum! E adorável no mínimo e detestável no máximo! E spum,pum! E statintchapum! ... Curioso seria do amor que nos prende à vida, passármos à morte em seco, num momento só(s)! Spum,pum!...Spum,pum!... Pum!