A interiorização à alma e a (de)cadência do pensamento ofuscam-nos a vida.
Perdem-nos e nos dispersão....Dão-nos as certezas e seguidamente as roubam com o requinte de malvadez que se tira um doce a uma criancinha....Perdem-nos nas certezas dos espaços das incertezas. Indicam-nos um sentido que depressa se desorienta, no que já não parece mais estar certo...Tudo num segundo,num instante, num ápice que foram décadas de pensamento...E tudo volta ao nada que parecia certo em absoluto e tudo volta ao questionamento de tudo, ao principio de uma nova escada da espiral...
Ficamos suspensos no Universo entre átomos e Platões...Caímos no vazio da incerteza, onde nada é certo e como tal, nada é errado também. Não conseguimos sair do lugar e suspendemo-nos submersos na queda do e um abismo colossal que não tem fim, onde outras vidas que passam por nós num turbilhão que não conseguimos acompanhar, porque não as queremos seguir. Falta-nos a força e a vontade, não sabemos onde queremos chegar, pois não conseguimos vislumbrar aquilo que parece tão longe e tão fundo, nem a nossa bússola sabe apontar direcções porque não consegue parar de girar por todas as hipóteses que nos surgem.
O primeiro passo pesa-nos porque depois dele não conseguimos mais voltar a trás, pois ele é o início de um caminho que desconhecemos e que deixa de ser o mesmo consoante a direcção desse primeiro...passo...