segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A Perda da Existência....
Não há como chegar a um fim, sem um meio, nem um príncipio.
Sem um ponto de partida não existe um caminho a percorrer, pois que não temos para onde partir se não temos um ponto para começar.
Para o ínicio é necessário um motivo, para o motivo é necessário criar a necessidade, para criar a necessidade é necessário um estímulo , para a criação de um estímulo é necessária uma mudança externa, uma contextualização no mundo, produto de uma observação e de um questionamento do mesmo até se chegar a um objecto de estudo, que será então o ponto de partida e de chegada.
Uma criação que parta do nada, a não ser de nós mesmos, sem contextos, torna-se num objecto que nada tem e se nada tem, deixa de existir, não respira, existindo apenas como oco em espaço vazio.
A nossa própria existência se torna num nada, se deixarmos de existir em sentimento, pensamento e criação, virando o nada de um corpo vazio. Finda-se a criação, destrói-se a imaginação e corrói-se o pensamento! E deixamos de ser e passamos apenas a estar de num corpo que executando gestos vazios se move por hábito e sobrevivência...Sem nada mais...Sem sentimento, sem paixão...Sem coração, nem pensamento... O vazio completo de uma existência dimiuida tornando-se a única realidade... e perde-se a magia de existir...
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Alma Aberta
De Espírito livre me sinto...Tão livre que disperso...
Sem caminho que percorra e sem virtude que caiba em mim.
Abro-me a todos os caminhos, sem escolher hipóteses, nem colher respostas.
Aceito tudo e tudo nego, voltando-me de frente e verso, conforme o que se respira.
Acordo-me na inconsistência de ser quem sou, crónicamente antípoda de mim mesma, mantendo-me na minha existência de Alma Aberta.
Nunca deixando de sentir-me unamente anacrónica da história que para mim conto.
Fantoche do meu universo de oposições de estilo e estética, de amor e paixão, de conforto e ilusão...opiniões coexistem em discordância de acordo por mim encontrado e compreendido, em choques de partículas de mais e de menos, numa fusão unida pela insensatez e inconformismo na negação da aceitação de certezas que poderão ser contestadas para sempre e enquanto houver quem delas fale.
Na dicotomia das minhas opiniões, tento iludir-me na esperança de assim perceber mais longe e de que não me deixarei reduzir a um só pensamento, pois é nela que encontro a beleza de dois objectos distintos e os consigo adorar pelo que são, cada um no seu direito de existir, pelo prazer que podem conceder e cada um na sua maneira de o ser. Não dizem por aí que as oposições restabelecem o equilíbrio?!.....
Tudo levaria a crer que peso em emoção e não de consciência, mas o que mais me faz pesar a existência, será sempre a consciência dela mesma.
Absorvo-me e debato-me na tentativa de compreender o que me rodeia, o que fará mover-nos em crenças que mais tarde serão abaladas pelo sopro de uma brisa?...
Canso-me de ser simplesmente complexa e anseio por ser complexamente simples.
Desejo não duvidar e sentir apenas o prazer de existir no caminho.