domingo, 26 de abril de 2009
Voar!
Nascemos embalados em regras comportamentais e em moldes de pensamento; crescemos e com o crescimento do corpo, crescem as dúvidas na cabeça. Vemos os factos que nos provaram serem contestados, vemos os valores que nos deram serem degradados, vemos as regras que nos ditaram serem destruídas. Continuamos a crescer e a duvidar depois do que vivemos, observando, descobrimos que uma ideia pode ser sempre contestada, que uma posição pode ser sempre desassumida, que um acto pode ser sempre julgado e que um amor pode ser sempre destruído.As ideias cruzam-se em modos de vida que observamos e que nos baralham em atitudes que julgámos, mas que depois mudaram de sentido e já não conseguimos julgar mais. Porque dizer o que está certo pode ser uma mentir e fazer o que está errado uma verdade.
Já não existem verdades genuínas, apenas distorcidas pelo que nos é incutido naquele momento, pelo que nos foi passado ao longo do tempo e que nunca poderemos afirmar com certeza que é o certo, porque tudo sempre mudou porque o que esteve certo antes, está agora errado e o que agora achamos certo, poderá ser o erro de amanhã. Então, para quê esgotarmo-nos na busca de certezas, para quê procurar a verdade, para quê tentar descobrir um sentido, para quê modelarmo-nos ao que nos obrigaram, para quê sacrificar a vontade pelo julgamento, para quê forçar um caminho que só vale no momento?Porquê ignorar o desejo pela razão?
Deixemos as imposições, deixemos as máscaras, abandone-mos a auto-repressão, ignoremos o julgamento social!
Que comecemos a viver, que comecemos a sentir e a ser mais livres!
Deixar-se sentir é ser-se livre!Desprender-se é ser-se imenso!Questionar-se é ser maior!
Viver é ser intenso, ser intenso é deixar-se levar, ser livre é assumir as consequências, assumir os nossos actos é aprender, crescer é aprender a importância da inocência!
Voar é saltar o julgamento e compreender o porquê!